9 ano - Globalização e seus efeitos

Globalização e seus efeitos




  A globalização tem efeitos de longo alcance em nosso estilo de vida. Isso nos direciona a um acesso mais rápido à tecnologia, melhor comunicação e inovação.
   Além disso, ela desempenha um papel importante em reunir pessoas de diferentes culturas, inaugurando uma nova era na economia mundial, o que gerou grandes desenvolvimentos.
Todo esse processo de globalização é capaz de oferecer consequências boas e ruins para o planeta e para a humanidade.
globalizacaoGlobalização: conexão entre diferentes lugares e pessoas.

Abaixo, entre pontos positivos e negativos, listamos 6 consequências que a globalização traz para o mundo.

1. Desemprego

  Em quase todos os países em desenvolvimento, mais da metade da população trabalhadora contava com empregos nas indústrias até que a globalização se instalou.
   O avanço da tecnologia reduziu esse tipo de emprego e aumentou a necessidade de profissionais qualificados em outras áreas. A maioria das pessoas nos países em desenvolvimento não possui esse tipo de qualificação.
 Assim, começou a ocorrer um vasto histórico de desemprego o que, consequentemente, gerou incapacidade de satisfazer as necessidades básicas de algumas pessoas.
 Tudo isso resulta em um aumento de atividades criminosas, como roubo, furto, homicídio e abuso de drogas.
  A taxa de desemprego e pobreza continua crescendo à medida que aumenta a desigualdade social.

2. Má qualidade na alimentação e doenças

  A globalização trouxe o consumo de alimentos processados que conta com elementos químicos e artificiais em sua produção.
 Para se beneficiar de negócios agropecuários, animais como as vacas são alimentadas com produtos químicos que as fazem produzir muito leite ou aumento de peso. Esse processo é realizado com foco na larga produção e venda para as indústrias.
Devido ao aumento da ingestão desses produtos químicos presentes nos alimentos, as doenças crônicas estão em ascensão.
  Além disso, há uma queda na qualidade de vida da população, principalmente nos países em desenvolvimento, devido a problemas como o consumo exacerbado de agrotóxico em alimentos.
agrotoxicoAplicação de agrotóxico em plantação de alimentos.

3. Investimentos na economia estrangeira

  O investimento estrangeiro é um dos resultados da globalização que culmina em muitos desenvolvimentos em países que ainda se encontram em processo de desenvolvimento.
  Por exemplo, alguns investidores querem que as matérias-primas e os bens sejam transferidos mais rapidamente para a própria indústria e mercado, respectivamente.
 A única maneira de fazer isso é ajudar cada governo na construção de uma infraestrutura eficiente. Assim, a população local consegue emprego nessas indústrias e empresas estabelecidas em seu país.
 Os investidores impulsionam a economia do país pagando impostos ao governo. Com isso, eles ajudam a melhorar instituições como escolas e hospitais por meio de agências governamentais que beneficiam os locais e seus familiares.
 Porém, o maior lucro em todo esse processo de investimento, retorna para os próprios países investidores.
investimentoInvestimento financeiro.

4. Competitividade no mercado econômico

  Hoje, os clientes têm acesso a marcas locais e internacionais a preços competitivos. Empresas nacionais estão competindo com empresas estrangeiras, o que leva melhores produtos e taxas mais baixas para o consumidor final.
  Pequenas empresas podem agora expandir suas operações em todo o mundo devido aos avanços da tecnologia. Além disso, as empresas podem obter financiamento do exterior e levar suas operações para mercados estrangeiros.
 Corporações multinacionais têm escritórios e filiais em todo o mundo, o que lhes permite atingir um público maior e estimular o crescimento econômico nos países em desenvolvimento.
  A globalização também incentiva a inovação e a criatividade. As empresas estão sendo pressionadas a desenvolver melhores produtos e serviços para se manterem competitivas.

5. O consumo e o meio ambiente

  Ao longo dos anos, a população mundial tem crescido consideravelmente. A questão é que o consumo de recursos naturais vem crescendo desenfreadamente e estamos consumindo mais recursos naturais do que o planeta nos consegue oferecer.
 Ativistas têm apontado que a globalização levou a um aumento no consumo de produtos, o que impactou o ciclo ecológico. O aumento do consumo também leva a um aumento na produção de bens, o que, por sua vez, sobrecarrega o meio ambiente.
 A globalização também levou a um aumento no transporte de matérias-primas e alimentos de um lugar para outro. A quantidade de combustível que é consumida no transporte desses produtos levou a um aumento nos níveis de poluição no meio ambiente.
desmatamentoDesmatamento, uma das ações de exploração dos recursos naturais.


  Antes, as pessoas costumavam consumir alimentos cultivados localmente, mas com a globalização, as pessoas consomem produtos que foram desenvolvidos em países estrangeiros.
  O lixo industrial que é gerado como resultado da produção foi carregado em navios e despejado nos oceanos. Isso matou muitos organismos subaquáticos e depositou muitos produtos químicos nocivos no oceano.
 Tudo isso são consequências que a globalização tem gerado de forma rápida e preocupante para o meio ambiente, o que gera um alerta feito por ativistas e até mesmo elaboração de grandes acordos entre as maiores potências mundiais.

6. Tecnologia e comunicação

  Com a internet, banda larga, tecnologia de telefonia celular, dispositivos portáteis sem fio e outras tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a se comunicar perfeitamente, mesmo com longas distâncias.
  Com o avanço da tecnologia, o mundo está ficando cada vez menor, em relação a tempo-espaço. Hoje a comunicação atravessa diferentes pontos do mundo, com muita facilidade.
comunicacaoComunicação na globalização.
  Embora a comunicação entre as nações além de suas fronteiras seja um conceito antigo, o desenvolvimento da globalização, principalmente nas novas tecnologias, está impactando as formas como nos comunicamos e aprendemos de maneiras diferentes e fascinantes.
   O aumento do uso da internet em particular tem sido incrivelmente instrumental para melhorar as maneiras pelas quais nos conectamos uns com os outros.
  Por causa de tecnologias como a internet, temos a oportunidade de ver diversas perspectivas que estavam fora do nosso escopo anteriormente.
  Somos capazes de nos conectar totalmente com alguém que está a milhares de quilômetros de distância em tempo real e os efeitos são profundos, já que a nossa forma de conviver, trabalhar e nos relacionar pode mudar completamente a partir disso.

8 ano - Migrações internacionais

Migrações internacionais

  Os fluxos populacionais foram incrementados a partir do desenvolvimento do sistema de transporte (Rodoviário, hidroviário, ferroviário e aéreo) e das telecomunicações, que ofereceram maior mobilidade às pessoas em todo mundo. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), aproximadamente 175 milhões de pessoas vivem fora do país de origem.
   Os fluxos populacionais entre países são denominados de migrações internacionais, essas podem ocorrer por atração ou por repulsão, a primeira geralmente acontece quando as pessoas vivem em países nos quais não há boas condições de vida e de trabalho, são atraídas rumo a países desenvolvidos, como Estados Unidos, países da Europa desenvolvida e Japão, a segunda são migrações onde o indivíduo deixa seu país devido a problemas políticos, perseguições, guerras, entre outros.
  A maioria das migrações internacionais ocorre pela busca de trabalho, as principais correntes migratórias emergem de Latino-Americanos, Africanos e Asiáticos em direção aos EUA, Europa e Japão. Os trabalhadores migrantes enviam dinheiro para sua terra natal, algumas estimativas revelam que eles movimentam anualmente cerca de 58 bilhões de dólares, o Brasil, por exemplo, recebe anualmente cerca de 2,8 bilhões de dólares enviados por brasileiros que vivem no exterior.


  Os brasileiros por vários motivos saem do país, o movimento de saída do país é chamado de emigração, o de entrada de estrangeiro é denominado de imigração. O que levam os brasileiros a sair do país rumo a outro, são as sucessivas crises econômicas, hoje existem cerca de 2 milhões de brasileiros vivendo no exterior de forma clandestina.

  Outra modalidade de migração internacional é a de fluxo de refugiados, indivíduos que sofrem perseguições de ordem política, religiosa ou étnica. Na década de 1970, havia cerca de 2,5 milhões de refugiados, hoje esse número chega aos 25 milhões, decorrentes de acontecimentos geopolíticos como: o fim do socialismo, a diminuição de ajudas financeiras e humanitárias e principalmente pela expansão do fundamentalismo Islâmico.
  São considerados migrantes refugiados cerca de 25 milhões de pessoas, que foram obrigados a deixar seus lares devido a problemas ambientais, como desmatamento, desertificação, erosão dos solos e desastres químicos e nucleares.
   As origens dos refugiados são as mais variadas, mas geralmente possuem algumas características, como origem de países subdesenvolvidos, no qual a renda per capita média está abaixo de 500 dólares e há alto índice de analfabetismo, governos ditatoriais que violam os direitos humanos de determinada parcela da população, na forma de perseguições políticas e torturas, extermínio étnico e discriminações religiosas e culturais.
  Por fim, existe um fluxo, agora sem agravante, que é o turístico, que são motivados pela busca de lazer, cultura e religião, esse processo motiva a comercialização de viagens em grande escala a custos mais reduzidos (pacotes de viagens), mas esse tipo de fluxo é privilégio de uma restrita parcela da população mundial.
  Os principais países que atraem turistas são Alemanha, Japão e EUA, o volume do faturamento decorrente a atividade é de aproximadamente 4,5 trilhões de dólares, gerando cerca de 200 milhões de empregos em todo o mundo.
O deslocamento de pessoas no mundo
O deslocamento de pessoas no mundo

  Os anos 2000 foram cenário de movimentos maciços de população que fogem dos conflitos, da pobreza e de perseguições. Abaixo, alguns casos:
- Desde 2011: Síria -
 O conflito na Síria, que começou com a repressão das manifestações pró-democracia, deixou mais de 360.000 mortos desde março de 2011. Neste país de aproximadamente 23 milhões de habitantes antes da guerra, mais da metade da população se viu obrigada a fugir de seus lares por causa dos combates. No interior do país há cerca de 6,6 milhões de sírios deslocados.
  O restante, mais de 5,6 milhões, fugiram para o exterior, a maioria a países vizinhos, segundo os últimos dados da Agência da ONU para os Refugiados (Acnur).
  A Turquia é o país que acolhe mais sírios registrados pela Acnur, com mais de 3,6 milhões. Em seguida estão Líbano (menos de 1 milhão a 1,5 milhão, segundo Beirute) e Jordânia (de 673.000 a 1,3 milhão, segundo Amã).
 Centenas de milhares de sírios se refugiaram também na Europa, sobretudo na Alemanha.
- 2013-2018: Sudão do Sul -
  O Sudão do Sul, que conquistou sua independência em 2011, foi cenário de uma guerra civil durante quase cinco anos, é caracterizado pelas atrocidades de caráter étnico. O conflito entre dezembro de 2013 e setembro de 2018 deixou mais de 380.000 mortos e obrigou cerca de 4,2 milhões de pessoas, um terço da população, a fugir.
 Segundo o Acnur, quase 2,2 milhões de pessoas deixaram o país para ir a Uganda (785.000), Sudão (764.000) e Etiópia (422.000). Trata-se de uma das piores crises humanitárias do mundo.
- 2015: um recorde na Europa -
  A chegada maciça e continuada de migrantes por vários anos provocou uma grave crise migratória e política na Europa, onde os governos endureceram suas condições de acolhida e, em alguns casos, restabeleceram os controles fronteiriços.
 Depois do recorde de mais de 1 milhão de migrantes em 2015, o número de chegadas pelo mar Mediterrâneo (de origem síria, iraquiana, afegã e da África subsaariana) tende a cair. Em 2016 foram mais de 362.000, e em 2017, 172.000. Desde o início de 2018, 132.500 migrantes chegaram à Europa, 108.400 deles pelo mar, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Cerca de 2.130 pessoas morreram nessa tentativa.
  À medida que foram fechando as rotas migratórias no Mediterrâneo oriental (Turquia-Grécia) e central (através da Líbia ou da Tunísia para a Itália), a pressão foi sendo acentuada na rota ocidental, sobretudo no Marrocos. As redes de tráfico de migrantes aumentaram suas atividades rumo à Espanha que, com quase a metade das chegadas, se tornou neste ano a principal porta de entrada da imigração clandestina na Europa.
- A partir de 2015: Venezuela -
  Segundo as Nações Unidas, cerca de três milhões de venezuelanos vivem no exterior, dos 2,3 milhões emigraram desde 2015, fugindo da grave crise econômica, política e social que atravessa o país. A Colômbia, que compartilha 2.200 km de fronteira com a Venezuela, acolhe mais de 1 milhão; o Peru, pelo menos 550.000; e o Equador, cerca de 300.000. Em agosto deste ano, uma estimativa divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que cerca de 30,8 mil venezuelanos vivem no Brasil atualmente.
 O Acnur acredita que esse êxodo de venezuelanos que escapam da hiperinflação e da escassez é o mais expressivo fluxo migratório da história recente da América Latina.
- 2018: Honduras -
 Uma caravana de milhares de migrantes, principalmente hondurenhos que saíram de seu país escapando da violência e da pobreza, alcançou em meados de novembro deste ano à fronteira com os Estados Unidos.
 Outras caravanas procedentes de América Central se juntaram e os migrantes percorreram milhares de quilômetros a pé, de ônibus ou em veículos que os ajudavam, na esperança de obter o status de refugiados nos Estados Unidos.
 Cerca de 6.000 pessoas se reuniram na cidade mexicana de Tijuana, mas não conseguiram cruzar a fronteira, para onde o presidente Donald Trump deslocou milhares de soldados.

7 ano - Regionalização do Brasil

O que é regionalizar?

  A palavra regionalizar significa dividir ou classificar em regiões. Mas essa divisão não pode ser feita de qualquer jeito, pois são seguidos alguns critérios específicos que podem ser as semelhanças dos espaços ou algumas características que determinados lugares possuem em comum.
 Cada região se diferencia das outras por ter algumas características próprias e não é apenas a localização geográfica que pode influenciar na forma de organização do espaço. Há vários tipos de critérios que podem ser levados em consideração para que seja feita a regionalização, entre eles temos os critérios: econômicos, políticos, sociais, culturais, históricos e muitos outros.


Regiões do Brasil


  Como você pode observar pelo mapa abaixo, os limites de cada região coincidem com os dos estados que as compõem. Das regiões estabelecidas pelo IBGE, a maior delas é a Norte.

 Essa forma de divisão do território é importante para realizar levantamentos de dados oficiais divulgados pelo governo e para favorecer a divulgação de censos estatísticos que possibilitem o planejamento de ações governamentais que atendam às necessidades de cada região administrativa.

 No entanto, deve-se esclarecer que as estatísticas, baseadas em dados numéricos, muitas vezes não revelam as complexas realidades socioeconômicas vivenciadas no país.

 Esses limites são insuficientes para explicar a organização socioeconômica do Brasil hoje. Podemos citar alguns exemplos: o Sertão, que caracteriza grande parte do Nordeste, vai além dos limites oficiais dessa região, avançando pelo norte de Minas Gerais (região Sudeste). A Amazônia ultrapassa os limites da região Norte, estendendo-se para o norte do Mato Grosso e para a porção oeste do Maranhão.
Regiões do Brasil

  Cada uma das cinco regiões do Brasil apresenta características particulares, que ajudam a identificá-las.

Região Norte

 Formada pelos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá e Tocantins

 A região Norte encontra-se localizada, em quase sua totalidade, na área da bacia amazônica, sendo amplamente coberta pela exuberante floresta tropical. O rio Amazonas corta a região ao meio, no sentido oeste-leste, e desemboca no oceano Atlântico. Existem também vários outros rios nessa região. As duas principais cidades são Manaus, capital do estado do Amazonas, e Belém, capital do estado do Pará.

  Entre as décadas de 60 e 70 verificou-se renovado interesse pela riqueza mineral e pelo potencial agrícola da Amazônia.

  Os esforços do governo para incentivar o desenvolvimento agrícola na Amazônia resultou em ameaças crescentes de problemas ambientais para a região. Durante as décadas de 70 e 80, os projetos de desenvolvimento e os movimentos migratórios levaram ao desmatamento de 328.700 km2 da região. Em decorrência desse fato, o governo brasileiro adotou uma série de políticas para controlar o desenvolvimento. Foram suspensos os incentivos fiscais e os créditos oficiais para os projetos agrícolas e o desenvolvimento da pecuária na região.

  A proteção da Amazônia é atualmente monitorada via satélite e os esforços internos nesse sentido foram reforçados pelo apoio da comunidade internacional, através do Programa Piloto para a Proteção da Floresta Tropical Brasileira, patrocinado pela Comunidade Europeia, os Estados Unidos e vários outros países.


Região Nordeste

  Formada pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe.

   Grande parte dessa região, que abriga quase 30% da população brasileira, está sujeita a secas crônicas. A região Nordeste, no entanto, tem possibilidades econômicas consideráveis, que incluem grandes jazidas de petróleo, a exportação de produtos tropicais e a promoção do turismo.

  Pernambuco e Bahia foram os primeiros centros mais importantes do Brasil colonial e ainda hoje exercem forte influência sobre a cultura brasileira. Muitos dos produtos tipicamente brasileiros no campo da música, do folclore e da culinária, além de grande parte dos costumes e práticas sociais brasileiras, tiveram origem nessa região. As duas maiores cidades do Nordeste são Recife e Salvador.


Região Sudeste

Formada pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo

 O centro econômico do Brasil é formado pelas cidades altamente industrializadas localizadas nas redondezas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A maior parte da população do país está concentrada na região Sudeste. A área é rica em minérios e sua agricultura, a mais avançada do país, produz café e cereais para exportação, além de uma variedade de alimentos frescos e industrializados, leite e carne para o consumo interno.


Região Sul

Formada pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

  A região Sul também apresenta alto nível de desenvolvimento, mantendo bom equilíbrio entre os setores rural e industrial.

  Em direção ao sul o planalto se transforma em extensas planícies denominadas pampas, onde as tradicionais atividades de pastoreio deram origem ao gaúcho, o equivalente brasileiro ao vaqueiro dessa região.

  A oeste, na fronteira do Brasil com a Argentina, encontram-se as Cataratas do Iguaçu, uma das mais belas maravilhas da natureza no mundo. A maior cidade da região é Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, o estado que se encontra na fronteira meridional do Brasil.


Região Centro-Oeste

Formada pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal.

  Esta região, coberta por extensas savanas tropicais e planaltos, é ainda pouco povoada. Apesar de haver sido no passado uma das regiões mais isoladas do país, vem experimentando rápido crescimento de sua produção agropecuária e industrial.

  Na região Centro-Oeste está localizada a cidade de Brasília, capital do país, fundada em 1960. Extensas áreas da região Centro-Oeste foram transformadas pelo governo federal em reservas para uso exclusivo dos índios nativos daquela região. Também se encontra localizado na região Centro-Oeste o Pantanal Mato-Grossense, preciosa reserva ecológica da flora e da fauna brasileira.



Os Complexos Regionais

  Existe outra forma de regionalizar o Brasil, de uma maneira que capta melhor a situação sócieconômica e as relações entre sociedade e o espaço natural. Trata-se da divisão geoeconômica do país em três grandes complexos regionais: o Centro-Sul, o Nordeste e a Amazônia.

  Ao contrário da divisão regional oficial, esta regionalização não foi feita pelo IBGE. Ela surgiu com o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger no final da década de 60, nela o autor levou em consideração o processo histórico de formação do território brasileiro em especial a industrialização, associado aos aspectos naturais.


  A divisão em complexos regionais não respeita o limite entre os estados. O Norte de Minas Gerais encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro encontra-se no Centro-Sul. O leste do Maranhão encontra-se no Nordeste, enquanto o oeste encontra-se na Amazônia. O sul de Tocantins e do Mato Grosso encontra-se no Centro-Sul, mas a maior parte desses estados pertencem ao complexo da Amazônia. Como as estatísticas econômicas e populacionais são produzidas por estados, essa forma de regionalizar não é útil sob certos aspectos, mas é muito útil para a geografia. 


  O Nordeste foi o polo econômico mais rico da América portuguesa, com base na monocultura da cana de açúcar, usando trabalho escravo. Tornou-se, no século XX, uma região economicamente problemática, com forte excedente populacional. As migrações de nordestinos para outras regiões atestam essa situação de pobreza.

   O Centro-Sul é na atualidade o núcleo econômico do país. Ele concentra a economia moderna, tanto no setor industrial como no setor agrícola, além da melhor estrutura de serviços. Nele se também a capital política do país.


   A Amazônia brasileira é o espaço de povoamento mais recente, ainda em estágio inicial de ocupação humana. A área está coberta por uma densa floresta, com clima equatorial, que dificulta o povoamento. Os movimentos migratórios na direção desse complexo regional partem tanto do Centro-Sul como do Nordeste, sendo que hoje a região mais recebe população.

   Essa é uma visão superficial da organização do espaço geográfico brasileiro. Ela resume as principais características naturais e humanas de cada uma dessas regiões. Por serem vastas áreas, verdadeiros complexos regionais, o Nordeste, o Centro-Sul e a Amazônia registram profundas desigualdades naturais, sociais e econômicas. As regiões apresentam diferenças entre si e variedade interna de paisagens geográficas.

  Em meio à pobreza tradicional, o Nordeste abriga imensos recursos econômicos e humanos, que apontam caminhos para a superação de uma crise que já se prolongou demais. As transformações introduzidas nas zonas irrigadas do Vale do São Francisco e a criação de zonas industriais na área litorânea comprovam essa possibilidade.

 A geração de riquezas no Centro-Sul tornou essa região a mais rica do país, estabelecendo um polo de atração populacional que, no século XX, originou as maiores metrópoles nacionais. O ritmo acelerado desse crescimento criou disparidades sociais gravíssimas, como desemprego, favelamento, e problemas ambientais de difícil solução.

  Áreas significativas da Amazônia já foram ocupadas, especialmente aquelas situadas na parte oriental da região ou nas margens dos rios. Hoje esse povoamento se acelerou muito, a tal ponto que os conflitos pela posse da terra se tornaram tristemente comuns. Formaram-se também grandes cidades, caracterizadas pelo crescimento explosivo e por profundos desequilíbrios sociais e econômicos.

6 ano - Atividade Escala



6 ano - Cartografia

Conceitos básicos de Cartografia


Mediante a compreensão dos principais conceitos básicos da cartografia, podemos ter um entendimento mais facilitado do processo de leitura e produção de mapas.


   A cartografia, como sabemos, é a área do conhecimento responsável pela elaboração e estudo dos mapas e representações cartográficas em geral, incluindo plantas, croquis e cartas gráficas. Essa área do conhecimento é de extrema utilidade não só para os estudos em Geografia, mas também em outros campos, como a Historia e a Sociologia, pois, afinal, os mapas são formas de linguagem para expressar uma dada realidade. 

  Existem, dessa forma, alguns conceitos básicos de Cartografia que nos permitem entender os elementos dessa área de estudos com uma maior facilidade. Saber, por exemplo, noções como as de escala, legenda e projeções auxilia-nos a identificar com mais facilidade as informações de um mapa e as formas utilizadas para elaborá-lo. Confira, a seguir, um resumo dos principais conceitos da Cartografia:


Mapa – um mapa é uma representação reduzida de uma dada área do espaço geográfico. Um mapa temático, por sua vez, é uma representação de um espaço realizada a partir de uma determinada perspectiva ou tema, que pode variar entre indicadores sociais, naturais e outros. 


Plantas – representação cartográfica realizada a partir de uma escala muito grande, ou seja, com uma área muito pequena e um nível de detalhamento maior. É muito utilizada para representar casas e moradias em geral, além de bairros, parques e empreendimentos. 


Croqui – é um esboço cartográfico de uma determinada área ou, em outras palavras, um mapa produzido sem escala e sem os procedimentos padrões na sua elaboração, servindo apenas para a obtenção de informações gerais de uma área. 


Escala – é a proporção entre a área real e a sua representação em um mapa. Geralmente, aparece designada nos próprios mapas na forma numérica e/ou na forma gráfica. 

Legenda – é a utilização de símbolos em mapas para definir algumas representações e está sempre presente em mapas temáticos. Alguns símbolos cartográficos e suas legendas são padronizados para todos os mapas, como o azul para designar a água e o verde para indicar uma área de vegetação, entre outros. 

Orientação – é a determinação de ao menos um dos pontos cardeais, importante para representar a direção da área de um mapa. Alguns instrumentos utilizados na determinação da orientação cartográfica são a Rosa dos Ventos, a Bússola e o aparelho de GPS. 

Projeções Cartográficas – são o sistema de representação da Terra, que é geoide e quase arredondada, em um plano, de forma que sempre haverá distorções. No sistema de projeções cartográficas, utiliza-se a melhor estratégia para definir quais serão as alterações entre o real e a representação cartográfica com base no tipo de mapa a ser produzido. 


   A escala cartográfica é um importante elemento presente nos mapas, sendo utilizada para representar a relação de proporção entre a área real e a sua representação. É a escala que indica o quanto um determinado espaço geográfico foi reduzido para “caber” no local em que ele foi confeccionado em forma de material gráfico. 

  Sabemos que os mapas são reproduções reduzidas de uma determinada área. Mas essa redução não ocorre de forma aleatória, e sim de maneira proporcional, ou seja, resguardando uma relação entre as medidas originais e suas representações. A expressão numérica dessa proporção é a escala. 

  Por exemplo: se uma escala de um determinado mapa é 1:500, significa que cada centímetro do mapa representa 500 centímetros do espaço real. Consequentemente, essa proporção é de 1 por 500. Existem, dessa forma, dois tipos de escala, isto é, duas formas diferentes de representá-la: a escala numérica e a escala gráfica. 

  A numérica, como o próprio nome sugere, é utilizada basicamente por números; já a gráfica utiliza-se de uma esquematização. A escala numérica representa em forma de fração a proporção da escala, havendo, dessa maneira, o seu numerador e o seu denominador. Confira: Exemplo de escala numérica e os seus termos

Exemplo de escala numérica e os seus termos

  No esquema acima, podemos notar que o numerador representa a área do mapa e o denominador a área real. Convém, geralmente, deixar o numerador sempre como 1, para assim sabermos quanto cada unidade do mapa equivale. Quando ela não possui a medida indicada (cm, m, km) em sua notação, significa, por convenção, que ela está em centímetros. Caso contrário, essa unidade de medida precisa ser apontada. 


 Já a escala gráfica representa diretamente o espaço relacional e suas medidas. Exemplos de escala gráfica

Exemplos de escala gráfica

  Nos esquemas acima, podemos perceber que cada intervalo entre um número e outro representa uma distância específica, que é devidamente apontada pela escala. Esse tipo de escala possui o mérito de aumentar e reduzir juntamente ao mapa. Assim, se eu transferir um mapa que estava em um papel menor para um pôster grande, a escala continuará correta, o que não aconteceria com a escala numérica, que, nesse caso, teria de ser recalculada.


Na figura acima, mostra como transformar Cm em Km.



9 ano - Atividades Economia global

Pesquise e define os seguintes conceitos: 

Truste:
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Holding: ___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Cartel:
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Desemprego conjuntural:
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Desemprego estrutural:
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9 ano - Economia Global


Economia global e organizações econômicas mundiais
Assista o vídeo introdutório: 



 O que é Globalização?

    Globalização é o ato ou efeito de globalizar. Historicamente, o processo consiste no aumento das relações entre os países a partir da diminuição das suas distâncias. Essas relações são principalmente econômicas, mas também sociais, culturais ou políticas.
    Para entender o que é globalização, é necessário saber como ela surgiu. A origem deste fenômeno aconteceu no século XV, no período mercantilista. As nações europeias passaram a realizar longas viagens de navio procurando novas terras e riquezas.
   Com o surgimento das colônias de exploração na África e na Ásia, começaram os fluxos de força de trabalho e mercadorias entre os países e colônias e, inevitavelmente, também aconteciam trocas culturais.
  Depois, durante a Revolução Industrial no século XVIII, a Globalização se expandiu. Estas mudanças ficaram mais intensas no final do século XX, após a Segunda Guerra Mundial, pois foi aí que o neoliberalismo ganhou força e acelerou o processo de Globalização econômica.
  Surgem mais pontes entre os negócios e investimentos de uma nação para outra. Assim, os mercados de diferentes países interagem, e as indústrias de um país se instalam em outros países.
  Com o avanço da tecnologia, principalmente dos sistemas de comunicação e informática e o advento da internet, a globalização é cada vez mais intensa. A integração econômica e cultural entre os países ficou ainda maior.
  Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou as tarifas sobre os produtos chineses. Ele disse que fez isso para proteger a indústria americana.
  Agora, pense nos trabalhadores das indústrias da China, cujo lucro principal vinha da exportação para os EUA. Eles foram diretamente prejudicados pela decisão de outro país. E essa é uma das principais características da Globalização.

Fases da Globalização

Para facilitar o entendimento, a globalização pode ser dividida em quatro fases:
  • 1ª fase (séculos XV – XVIII): Grandes Navegações e Descobertas Marítimas – Revolução Industrial.
  • 2ª fase (séculos XVIII a XX): Revolução Industrial – 2ª Guerra Mundial: expansão do capitalismo.
Só um vídeo sobre a revolução industrial para descontrair:


  • 3ª fase (final do século XX): 2ª Guerra Mundial – queda do Muro de Berlim, fim da União Soviética e do regime socialista, Guerra Fria.
  • 4ª fase (século XXI): Nova Ordem Mundial: domínio do capitalismo no mundo.

Características da Globalização

  Agora que você sabe o que é, vamos entender quais são as principais características da Globalização.
 A maior característica da Globalização é o surgimento das empresas transnacionais. São empresas que possuem matriz em um país desenvolvido e atuam com filiais em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos.
 Dessa forma, as empresas transnacionais expandem seu mercado consumidor. Também se beneficiam da mão de obra barata, isenção de impostos, doações de terrenos e outros incentivos oferecidos pelos governos dos países.
 Outra característica marcante da Globalização é a interferência nos aspectos culturais de uma sociedade. Certos hábitos incomuns para um determinado país passam a ser normais, pois são aprendidos pela TV e internet.
  Estes hábitos podem ser alimentares, o que é evidenciado pelas redes de fast food globais, por exemplo. Podem ser também de consumo de moda, com a atualização das vitrines das grandes lojas de departamento com as mesmas roupas no mundo inteiro.
Veja as principais características da Globalização:
  • Aumento das relações econômicas entre os países;
  • Maior produção e consumo de bens e serviços globais;
  • Informações disseminadas instantaneamente;
  • Surgimento de empresas multinacionais e transnacionais;
  • Surgimento de blocos econômicos e diminuição de barreiras comerciais;
  • Avanços tecnológicos e meios de comunicação;
  • Economia informal.
Dá o play no vídeo: 

Pontos positivos e negativos da Globalização

  A globalização é uma realidade que só tende a aumentar. Mas, como qualquer outro processo, também tem seus pontos positivos e negativos.

Pontos negativos da Globalização

 Os países em desenvolvimento podem ter que competir muito com indústrias de países desenvolvidos. As novas indústrias podem enfrentar custos mais altos de produção do que as indústrias avançadas, que já têm mais experiência de mercado.
  Nas economias pequenas, as marcas multinacionais podem forçar os comerciantes do país, diminuindo a diversidade cultural e a valorização dos produtos nacionais.
Também podemos destacar:
  • Concentração de riqueza: a maior parte do lucro das empresas transnacionais fica nos países desenvolvidos;
  • Aumento do desemprego: a Globalização e a revolução tecnológica e científica causaram a automação da produção, ou seja, robôs e máquinas realizando o trabalho antes feito por humanos;
  • Descaracterização de costumes culturais;
  • Exploração de matéria-prima e mão de obra barata.

Pontos positivos da Globalização

  Os benefícios da Globalização também estão relacionados ao livre comércio. A globalização permite que a população tenha mais opções de produtos no mercado para escolher.
 Além disso, quando existe uma maior abertura comercial, isto é, quando as empresas de países diferentes têm liberdade para negociar, os preços tendem a ficar menores. Outros pontos:
  • Combate à inflação;
  • Maior acesso do consumidor a produtos importados melhores e mais baratos, assim como produtos nacionais;
  • Investimentos estrangeiros em outros países;
  • Desenvolvimento tecnológico;
  • Possibilidade de troca de culturas e costumes (por exemplo a culinária), enriquecendo o conhecimento sobre outros países;
  • Melhora do relacionamento entre países.
Aquele play no vídeo:

Globalização Econômica

  A globalização econômica é o processo de integração das economias de países do mundo inteiro. A globalização econômica envolve principalmente a globalização de mercados, produção, tecnologias e de organizações.
 Muitas vezes, tratados entre países são assinados para diminuir barreiras econômicas e políticas entre eles, como por exemplo o Mercosul, a União Européia, o Nafta (Tratado Norte Americano de Livre Comércio), entre outros. Com a criação desses blocos econômicos, os países integrantes conseguem um maior poder de barganha em negociações.
 Outra parte com grande interesse na globalização econômica, são as empresas multinacionais. Para elas, quanto menos barreiras houverem entre suas sedes em diferentes países, melhor.
 Uma desvantagem da globalização econômica, é que países acabam criando dependências em alguns pontos, como a importação de matérias primas e até mesmo de produtos já prontos. Com isso, barreiras comerciais podem ser impostas por blocos de países economicamente fortes, como forma de punição por ações que não sejam bem aceitas por eles, ou pela comunidade global.

Globalização no Brasil

 O Brasil é um país que se mantém no mercado internacional, sendo o maior exportador de carne bovina e o segundo maior exportador de frango do mundo, por exemplo.
 A nação brasileira é integrante do bloco econômico Mercosul. Em parceria com outros países do bloco, o Brasil formula estratégias com o objetivo de obter crescimento econômico para si e para os países-membros.
 A partir de 1990, com o neoliberalismo sendo instalado no país, o Brasil adotou diversas medidas para crescer no mundo globalizado. Houve crescimento da indústria, privatização de estatais e o surgimento de empresas multinacionais.

GEOGRAFIA

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