8 ano - Aspectos demográficos

População Mundial

  Os avanços tecnológicos na medicina, educação e saneamento básico são fatores que contribuem para o crescimento da população mundial.
  A população mundial tem apresentado crescimento a cada ano, conforme dados divulgados em 2010, pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o planeta Terra possui 6,9 bilhões de habitantes. No entanto, o ritmo de crescimento populacional vem sofrendo redução. De acordo com as estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a Terra terá pouco mais de 9 bilhões de habitantes em 2050, crescendo a um ritmo anual de 0,33% ao ano. Atualmente, essa taxa é de 2,02%.
  O mundo está presenciando uma nova dinâmica demográfica. Os principais fatores responsáveis por esse fenômeno são os avanços tecnológicos na medicina, educação e saneamento básico. Esses três elementos refletem, respectivamente, no aumento da expectativa de vida, redução da quantidade de filhos e queda das taxas de mortalidade infantil.

Atualmente, os 10 países mais populosos do planeta são:

1° - China: 1.354.146.443  habitantes

2° - Índia: 1.198.003.272 habitantes

3° - Estados Unidos: 314.658.780 habitantes

4° - Indonésia: 229.964.723 habitantes

5° - Brasil: 190.755.799 habitantes

6° - Paquistão: 180.808.096 habitantes

7° - Bangladesh: 162.220.762 habitantes

8° - Nigéria: 154.728.892 habitantes

9° - Rússia: 140.873.647 habitantes

10° - Japão: 127.156.225 habitantes


A distribuição populacional por continentes é a seguinte:

1° - Ásia: 4,1 bilhões de habitantes

2° - África: 1,1 bilhão de habitantes

3° - América: 934,3 milhões de habitantes

4° - Europa: 749,6 milhões de habitantes

5° - Oceania: 37,1 milhões de habitantes

6° - Antártica: 4 mil habitantes (no verão) e 900 habitantes (no inverno).

  Portanto, o continente asiático abriga mais da metade da população mundial. A população europeia, que já representou mais de 21% da população total da Terra, responde, atualmente, por 10,9%. A Europa apresenta uma taxa de crescimento populacional de apenas 0,1% ao ano. A África, por sua vez, possui a maior taxa de crescimento populacional: 2,3% ao ano, atualmente, abriga 14,9% da população global, e, conforme estimativas da ONU, 21,3% dos habitantes da Terra estarão residindo no continente africano até 2050.
   A América Latina apresenta crescimento populacional de 1,3% ao ano; na Ásia, esse número é de 1,1% ao ano; e na Oceania é de 1,2%. Estados Unidos e Canadá apresentam crescimento populacional de 0,9%, no entanto, os fluxos migratórios com destino a esses países é o principal responsável pelo aumento populacional.
  Análises demográficas indicam que o crescimento populacional é maior nos países pobres, já os países desenvolvidos (considerados ricos), apresentam baixas médias de crescimento no número da população. De acordo com dados da ONU, entre 2005 e 2010, nas regiões mais desenvolvidas do mundo esse índice foi de 02% ao ano. Nos países que possuem graves problemas no que se refere aos aspectos socioeconômicos (considerados pobres) a taxa de crescimento populacional foi de 2,3% ao ano.

COMO SE ESTUDA A EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO

 Demografia e recenseamentos
 Demografia:
  • ciência que estuda a evolução e a distribuição da população humana
 Recenseamento (ou Censo):
  • recolha de informações demográficas, económicas e sociais sobre a totalidade da população de uma área definida
 Importância dos Censos:
  • Os Censos permitem saber quantos somos, como somos, onde vivemos e como vivemos, e assim é possível, por exemplo:
    • identificar o número de escolas, creches, hospitais e lares de idosos que são necessários e onde;
    • saber onde se devem construir vias de comunicação;
    • como distribuir as verbas pelas autarquias.
 Indicadores demográficos:
  • População absoluta
  • Natalidade
  • Taxa bruta de natalidade
  • Índice sintético de fecundidade
  • Índice de renovação de gerações
  • Mortalidade
  • Taxa bruta de mortalidade
  • Taxa de mortalidade infantl
  • Crescimento natural
  • Taxa de crescimento natural
  • Saldo Migratório
  • Crescimento efetivo
  • Taxa de crescimento efetivo
  • Esperança de vida à nascença
  • Índice de envelhecimento
 Nota: os indicadores em taxas percentuais ou permilagens permitem a comparação desses indicadores entre vários países.

Natalidade:
  • número de nados-vivos ocorridos num determinado território, num determinado intervalo de tempo. 
Fatores que explicam os valores baixos da taxas brutas de natalidade nos países desenvolvidos:
  • uso generalizado de métodos contraceptivos
  • acesso facilitado ao planeamento familiar
  • aumento do nível de instrução, sobretudo da mulher
  • maior participação da mulher no mundo do trabalho
  • aumento dos custos com a educação dos filhos
  • casamentos tardios
  • aumento da taxa de divórcios
Fatores que explicam os valores altos da taxas brutas de natalidade nos países em desenvolvimento:
  • dificuldades de acesso a métodos contraceptivos
  • difícil implementação do planeamento familiar (muitas vezes causadas por questões religiosas, analfabetismo, …)
  • baixos níveis de instrução
  • papel social da mulher como mãe e dona de casa
  • filhos vistos como fonte de rendimento
  • casamentos precoces
  • poligamia
 Índice sintético de fecundidade (ISF)
  • número de crianças que, em média, cada mulher tem durante a sua vida fecunda (15 a 49 anos)
 Para que serve o índice sintético de fecundidade?
O índice sintético de fecundidade permite verificar se a renovação de gerações está ou não assegurada.
Considera-se que o número de filhos por mulher em idade fértil deverá ser igual a 2,1 (índice de renovação de gerações) para garantir a substituição das gerações.
Mortalidade:
  • número de óbitos ocorridos num determinado território, num determinado intervalo de tempo. 
Fatores que explicam os valores baixos das taxas brutas de mortalidade nos países desenvolvidos:
  • melhores condições de saúde, higiene, alimentação e habitação 
Como se explica o aumento destas taxas nos países desenvolvidos nos últimos anos?
Alguns países desenvolvidos registam ligeiros aumentos da taxa de mortalidade devido à elevada percentagem de idosos na sua população. 
Fatores que explicam os valores altos da taxas brutas de mortalidade nos países em desenvolvimento:
  • más condições de saúde, higiene, alimentação e habitação
  • epidemias como a SIDA e conflitos armados
Como se explica a diminuição destas taxas nos países em desenvolvimento nos últimos anos?
As taxas de mortalidade de alguns países em desenvolvimento têm vindo a diminuir devido às melhorias das condições de saúde, higiene, alimentação e habitação, muitas vezes suportada pela ajuda humanitária dos países desenvolvidos. 
Porque é a taxa de mortalidade infantil um indicador de desenvolvimento?
A taxa de mortalidade infantil está relacionada com o nível de desenvolvimento dos países pois os seus valores estão associados às condições de assistência médica pré e pós-parto e de um maior cuidado com a higiene e com a alimentação.
Como estas condições são melhores nos países desenvolvidos, as taxas de mortalidade infantil são aí mais baixas, enquanto que os países em desenvolvimento têm piores condições de assistência médica, higiene e alimentação, logo as taxas de mortalidade infantil são mais elevadas.
Crescimento da população
Crescimento natural
CN = Natalidade – Mortalidade
Os valores do crescimento natural permitem saber se a população aumentou, diminui, ou se manteve-se constante:
  • Se N > M,  a população aumentou
  • Se N < M, a população diminuiu
  • Se N = M, então a população manteve-se constante
 No entanto, o crescimento natural não tem em conta a entrada e a saída de pessoas para dentro ou fora do país. 
Saldo migratório
SM = Imigração – Emigração
Imigração: número de pessoas que entram no país (imigrantes)
Emigração: número de pessoas que saem do país para o estrangeiro (emigrantes)
 Crescimento efetivo
CE = Crescimento Natural + Saldo Migratório
O crescimento efetivo é o crescimento real da população pois além do crescimento natural também tem em conta as pessoas que entram e saem do país.
Esperança de vida à nascença
  • número médio de anos que uma pessoa à nascença pode esperar viver
 Onde existem os valores mais altos de esperança de vida à nascença?
Os países desenvolvidos têm valores de esperança de vida à nascença mais elevados devido às melhores condições de saúde, higiene, alimentação e habitação.
Fatores que explicam o aumento da esperança de vida à nascença, sobretudo nos países desenvolvidos:
  • generalização de culturas como o milho e a batata
  • descoberta de adubos químicos
  • descoberta de vacinas e antibióticos
  • melhores condições de saneamento básico
Fatores que explicam o aumento da esperança de vida à nascença em alguns países em desenvolvimento após a 2ª Guerra Mundial:
  • utilização da penicilina
  • vacina da varíola
Disparidade dos valores da esperança de vida à nascença por sexo:
As mulheres, sobretudo dos países desenvolvidos, apresentam uma esperança de vida à nascença superior à dos homens devido:
  • características genéticas
  • exercício de profissões de menor risco
  • hábitos de vida, em geral, mais saudáveis
 ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO
Conceitos importantes
Estrutura etária
  • repartição da população por idades (classes etárias) 
Pirâmide etária
  • gráficos de barras horizontais representando a população por grupos de idade e por sexos 
Tipos de pirâmides etárias 
Estrutura etária jovem
  • Base larga
    • natalidade alta
  • Topo estreito
    • E.M.V. baixa
    • países em desenvolvimento 
Estrutura etária idosa
  • Base estreita
    • natalidade baixa
  • Topo largo
    • E.M.V. alta
    • países desenvolvidos 

Grupos etários
  • Jovens (0 – 14 anos)
  • Adultos (15 – 64 anos)
  • Idosos (+ 65 anos)
Consequências sócio-económicas
Estrutura etária jovem
  • dificuldades de acesso à educação e cultura
  • aumento do desemprego
  • aumento da criminalidade
  • falta de recursos para toda a população
Estrutura etária idosa
  • elevados gastos com a população idosa (reformas, lares, cuidados de saúde)
  • falta de mão-de-obra
  • diminuição da população contributiva (menor receita através de impostos)
  • dificuldades de inovação em relação ás novas tecnologias
Politicas demográficas
Políticas Natalistas (têm como objetivo a natalidade)
  • benefícios fiscais para quem tem filhos
  • aumento do abono de família para famílias mais numerosas e outros subsídios
  • licença de maternidade ou paternidade
  • criação de creches e infantários
Politicas Anti-Natalistas (têm como objetivo diminuir a natalidade)
  • distribuição gratuita de contraceptivos
  • aconselhamento ao casamento tardio
  • legalização do aborto
  • aumento do nível de instrução da população
  • penalizações sociais para famílias numerosas
  • esterilizações e abortos obrigatórios em casos extremos

7 ano - Atividades: Vegetação, relevo, clima e hidrografia do Brasil

Atividades:

Se houver possibilidade, pode fazer a impressão e colar no caderno:



7 ano - Tipos de vegetação do Brasil

TIPOS DE VEGETAÇÃO DO BRASIL
 O tipo de vegetação de determinada região irá depender, primordialmente, do seu tipo de clima. Entretanto, essa regra aplica-se somente a vegetações naturais ou nativas, pois a formação vegetal é o primeiro elemento da paisagem que o homem modifica e, portanto, está em constante transformação.  
  O Brasil, por ter dimensões territoriais continentais, abriga oito tipos principais de vegetação natural. São eles:
Floresta Amazônica: de clima equatorial e conhecida como Amazônia Legal, abriga milhões de espécies animais e vegetais, sendo de vital importância ao equilíbrio ambiental do planeta. Ela é classificada como uma formação florestal Latifoliada, pois suas folhas são largas e agrupam-se densamente, geralmente atingindo grandes alturas.
Mata Atlântica: caracterizada como uma floresta latifoliada tropical e de clima tropical úmido, foi a vegetação que mais sofreu devastação no Brasil, restando apenas 7% de sua cobertura original. Era uma vegetação que se estendia do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, mas que foi intensamente degradada pelos portugueses para a extração de madeira e plantio de cana-de-açúcar.

Mapa Mental: Tipos de Vegetação no Brasil

Mapa Mental:. Tipos de Vegetação no Brasil

Caatinga: é uma vegetação típica de clima semiárido, localizada no Nordeste brasileiro.  Possui plantas espinhosas e pobres em nutrientes. Nos últimos anos, vem sofrendo diversas agressões ambientais que causam empobrecimento do solo, dificultando mais ainda o desenvolvimento dessa região.
Cerrado: típica do Planalto Central brasileiro e de clima tropical semiúmido, é a segunda maior formação vegetal do Brasil. Apesar de sua paisagem ser composta por árvores baixas e retorcidas, é a vegetação com maior biodiversidade do planeta. Somente nos últimos anos é que os ambientalistas vêm se preocupando com esse ecossistema, que sofre vários danos ambientais causados pela plantação de soja e cana-de-açúcar e pela pecuária.
Pantanal: localizada no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, é considerada uma vegetação de transição, isto é, uma formação vegetal heterogênea composta por diferentes ecossistemas. Em determinadas épocas do ano, algumas porções de área são alagadas pelas cheias dos rios e é somente nas estiagens que a vegetação se desenvolve.
Campos sulinos: também conhecidos como “pampas” e característicos de clima subtropical, apresentam vegetação rasteira com a predominância de capins e gramíneas.
Mata de Araucária: com a predominância de pinheiros e localizada no estado do Paraná, é uma vegetação típica de clima subtropical. Sua cobertura original é quase inexistente em razão da intensa exploração de madeira para fabricação de móveis.
Mangues: é um tipo de vegetação de formação litorânea, caracterizado principalmente por abranger diversas vegetações, ocorrendo em áreas baixas e, logo, sujeito à ação das marés.




https://brasilescola.uol.com.br/brasil/os-tipos-vegetacao.htm Acesso em 25/03/2020
Por Régis Rodrigues
Graduado em Geografia
Mapa Mental por Rafaela Sousa
Graduada em Geografia

7 ano - Brasil: Características físicas

Principais Unidades do Relevo Brasileiro

    As classificações do relevo brasileiro - divisões do território em grandes unidades - baseiam-se em diferentes critérios, que refletem o estágio de conhecimento à época de sua elaboração e a orientação metodológica utilizada por seus autores. A primeira classificação brasileira, que identifica oito unidades de relevo, é elaborada, nos anos 40, por Aroldo de Azevedo. Em 1958 é substituída pela tipologia de Aziz Ab´Sáber, que acrescenta duas novas unidades de relevo. Uma das classificações mais recentes (1995), é a de Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da USP. Seu trabalho é baseado no projeto Radambrasil, um levantamento realizado entre 1970 e 1985 que fotografou o solo brasileiro com um equipamento especial de radar instalado num avião. Ross considera 28 unidades de relevo, divididas em planaltos, planícies e depressões.

   O relevo brasileiro tem formação antiga e resulta principalmente da ação das forças internas da Terra e da sucessão de ciclos climáticos. A alternância de climas quentes e úmidos com áridos ou semi-áridos favoreceu o processo de erosão.

PLANALTOS

 Os planaltos em bacias sedimentares são limitados por depressões periféricas ou marginais e se caracterizam por seus relevos escarpados representados por frentes de cuestas (borda escarpada e reverso suave). Nessa categoria estão os planaltos da Amazônia Oriental, os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.

 Os planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma constituem o resultado de ciclos erosivos variados e se caracterizam por uma série de morros e serras isolados, relacionados a intrusões graníticas, derrames vulcânicos antigos e dobramentos pré-cambrianos, a exceção do planalto e chapada dos Parecis, que é do Cretáceo (mais de 65 milhões de anos). Nessa categoria, destacam-se os planaltos residuais norte-amazônicos e os planaltos residuais sul-amazônicos.

 Os planaltos em núcleos cristalinos arqueados são representadas pelo planalto da Borborema e pelo planalto sul-rio-grandense. Ambos fazem parte do cinturão orogênico da faixa Atlântica.

 Planaltos em cinturões orogênicos ocorrem nas faixas de orogenia (movimento geológico de formação de montanhas) antiga e se constituem de relevos residuais apoiados em rochas geralmente metamórficas, associadas a intrusivas. 

 Esses planaltos situam-se em áreas de estruturas dobradas que abrangem os cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. Nesses planaltos, localizam-se inúmeras serras, geralmente associadas a resíduos de estruturas intensamente dobradas e erodidas. Nessa categoria, destacam-se: os planaltos e serras do Atlântico Leste-Sudeste, associados ao cinturão do Atlântico, sobressaindo as serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço, e as fossas tectônicas como o vale do Paraíba do Sul; os planaltos e serras de Goiás e Minas, que estão ligados à faixa de dobramento do cinturão de Brasília, destacando-se as serras da Canastra e Dourada, entre outras; serras residuais do Alto Paraguai que fazem parte do chamado cinturão orogênico Paraguai-Araguaia, com dois setores, um ao sul e outro ao norte do Pantanal Mato-grossense, com as denominações locais de serra da Bodoquena e Província Serrana, respectivamente


DEPRESSÕES

 As depressões brasileiras, excetuada a amazônica ocidental, caracterizam-se por terem sido originadas por processos erosivos. Essas depressões se caracterizam ainda por possuir estruturas bastante diferenciadas, conseqüência das várias fases erosivas dos períodos geológicos.



BACIAS E REGIÕES HIDROGRÁFICAS 

 Bacia hidrográfica corresponde a uma área drenada por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. A topografia do terreno é responsável pela drenagem da água, além de ser responsável por delimitar as bacias, ou seja, as partes mais altas do relevo determinam para onde as águas da chuva irão escoar.

 O Brasil é um país privilegiado quando o assunto é disponibilidade de água-doce – 14% das reservas mundiais de água-doce estão no território brasileiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), o país possui 12 bacias hidrográficas, que estão distribuídas por todo o território nacional. Veja a localização no mapa e as principais características de cada uma delas:
Bacias hidrográficas do Brasil:

Bacia Hidrográfica Amazônica
 É considerada a maior bacia hidrográfica do planeta, responsável por drenar água de uma área de aproximadamente 7 milhões de quilômetros quadrados. No Brasil, ela compreende uma área de 3.870.000 km², apresentando grande potencial para geração de energia hidrelétrica, além de possuir características propícias para o transporte fluvial.

Bacia Hidrográfica do São Francisco
 Importante meio de ligação entre as Regiões Nordeste e Sudeste, a bacia do São Francisco possui cerca de 640 mil quilômetros quadrados. Apresenta extensos trechos navegáveis, além de grande potencial hidrelétrico. O garimpo, a mineração, a irrigação e a poluição hídrica ameaçam a qualidade dos rios dessa região.

Bacia Hidrográfica do Tocantins-Araguaia
 Com 967.059 quilômetros quadrados, essa é a maior bacia hidrográfica exclusivamente brasileira. Seu potencial energético é explorado, com destaque para a usina hidrelétrica de Tucuruí, no estado do Pará.

Bacia Hidrográfica do Paraná
 A bacia do Paraná, presente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, possui rios de planalto e encachoeirados, perfeitos para a instalação de hidrelétricas. Esse potencial é aproveitado pelas usinas de Ilha Solteira, Itaipu, Capivari, Engenheiro Sérgio Mota, Água Vermelha, etc.

Bacia Hidrográfica do Parnaíba 
 Abrangendo uma área de aproximadamente 340 mil quilômetros quadrados, essa bacia hidrográfica está presente nos estados do Piauí, Maranhão e na porção oeste do Ceará. Os principais rios são o Balsas, Uruçuí-Preto, Gurgueia, Longá, Poti e Canindé.

Bacia Hidrográfica do Uruguai
 Essa bacia está presente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O principal rio, o Uruguai, nasce da confluência dos rios Canoas e Pelotas. Suas características são propícias para a construção de usinas hidrelétricas.

Bacia Hidrográfica do Paraguai
 A bacia hidrográfica do Paraguai é típica de planície, apresentando grandes extensões para navegação. No Brasil, ela está presente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, englobando uma área de 361.350 quilômetros quadrados. Tem como principal rio o Paraguai, que nasce na Chapada dos Parecis (MT).

Bacia Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental
 A bacia do Atlântico Nordeste Oriental é responsável por drenar água de uma área de 287.348 quilômetros quadrados, compreendendo os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Os principais rios são o Beberibe e Capibaribe, além do Jaguaribe, considerado o maior rio intermitente (temporário) do mundo.

Bacia Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
 Situada nos estados do Maranhão e Pará, essa bacia hidrográfica possui 254.100 quilômetros quadrados. Os principais rios perenes são: Mearim, Itapecuru e Turiaçu.

Bacia Hidrográfica Atlântico Leste
 A bacia do Atlântico Leste, com 374.677 quilômetros quadrados, abrange territórios de Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. O Rio Jequitinhonha se destaca nessa área de drenagem.

Bacia Hidrográfica Atlântico Sudeste
 Formada pelos rios Doce, Itapemirim, São Mateus, Iguape, Paraíba do Sul, entre outros, a bacia hidrográfica do Atlântico Sudeste está presente nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, correspondendo a uma área de 229.972 quilômetros quadrados.

Bacia Hidrográfica Atlântico Sul
 Com predominância de rios de pequeno porte, essa bacia hidrográfica possui 185.856 quilômetros quadrado. Seus rios desaguam no Oceano Atlântico.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Acesse o link do governo da Agencia Nacional das Águas (ANA)

Os tipos de clima

 A classificação de um clima depende de diversos fatores, como a temperatura, a umidade, as massas de ar, a pressão atmosférica, as correntes marítimas e ventos, entre outros. A classificação mais utilizada para os diferentes tipos de clima do Brasil assemelha-se à criada por Arthur Strahler, se baseando na origem, natureza e movimentação das correntes e massas de ar.
 Sabe-se que as massas de ar que interferem mais diretamente são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica.
 Dessa forma, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino. Temos então, como principais tipos climáticos brasileiros:
  • Subtropical
  • Semiárido
  • Equatorial úmido
  • Equatorial semiúmido
  • Tropical
  • Tropical de altitude


Por tanto, os tipos climáticos do Brasil se definem da seguinte forma:
  • Clima equatorial: altas temperaturas e pluviosidade, com médias térmicas entre 24ºC e 28ºC. Predominante na região Norte, Amazônia, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, e algumas áreas do Maranhão e Mato Grosso. Recebe influência da massa Equatorial continental.
  • Clima tropical: duas estações, sendo inverno seco e verão chuvoso predominante em quase todo o Centro-Oeste e Sudeste, abrangente ainda no Nordeste do país. Atinge os estados do Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte. Durante o verão sofre influencia da massa Tropical atlântica e massa Equatorial continental, e no inverno sofre influencia da massa Polar atlântica.
  • Clima subtropical: estações mais bem definidas e com invernos rigorosos, abrangem toda a região Sul e algumas regiões de Minas Gerais e São Paulo.
  • Clima tropical semiárido: com altas temperaturas e baixa pluviosidade, abrange todo o Nordeste, Sertão e Norte do estado de Minas Gerais. Esta massa não sofre influência de massas de ar úmida, pois quando a massa Equatorial continental e a massa Tropical atlântica chegam a estas áreas já se encontram secas. A seca no Nordeste ocorre durante o El Niño, devido ao aumento de temperatura no Pacífico, que acaba enfraquecendo os ventos alísios impedindo o deslocamento das massas de frentes frias.
  • Clima litorâneo úmido: com médias térmicas altas e pluviosidade, abrange a faixa litorânea do Nordeste ao Sudeste, o que provoca chuvas devido ao encontro com as Serras, e sofre influência da massa Tropical atlântica.
  • Clima tropical de altitude: com invernos rigorosos e verões brandos, abrange os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, nas áreas de serra.
Referências bibliográficas:

AYOADE, J. O. 1996. Introdução á climatologia para os trópicos. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil.

GEOGRAFIA

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